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O SONORO NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE: MUSICOTERAPIA, SAÚDE MENTAL E OUTROS CONSTRUCTOS
Ana Sheila Tangarife
RESUMO
Atualmente nos defrontamos com os desafios éticos dos novos serviços pós-asilares, os impasses da reforma psiquiátrica, tendo o intradisciplinar como exigência. É neste cenário de surpresas, sobressaltos e desafios que vamos buscar a inserção da Musicoterapia dentro do Modelo de Oficinas Terapêuticas. Este trabalho é uma tentativa de aprofundamento de nossa pesquisa de Mestrado, cuja hipótese foi o estabelecimento de uma correlação entre a representação simbólica dos instrumentos musicais, sua criação e restauração e os mecanismos psicológicos de reparação interna, no campo da Educação Especial. Através da análise de dados coletados, concluímos, entre outros aspectos, o fortalecimento de suas identidades e estruturação psíquica. Isso nos incentivou a prosseguir o assunto, calcados em diferentes abordagens teórico-metodológicas, desta vez no campo da Saúde Mental, com a finalidade de validarmos ou não nossas expectativas quanto às possibilidades terapêuticas de nossos procedimentos,
junto a esta população. Baseado em nossa hipótese de trabalho, partimos de um objetivo geral abrangente que seria a busca da construção ou ressignificação da identidade do poente mental, assim como tentar promover sua Inclusão Social, e possível capacitação de geração de renda. Nosso enquadre teórico será o conceito de "Envelope Sonoro" (Anzieu, 1989), "Mecanismos de Reparação (Klein M., 1991), "Núcleo Rítmico e Ato Criador" (Honigsztejn, 1990), "Música e Identidade" (Ruud, E., 1998). Usamos uma adaptação da Metodologia de Oficina de Música (Fernandes, 1993), assim como Teorias e Técnicas Musicoterápicas adequadas ao campo de Saúde Mental.
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