AMT-RJ
Publicado em 22 de abril de 2006


A Sociedade Britânica de Musicoterapia realizou mês passado sua Conferência Anual intitulada "O Som da Musicoterapia". Foram apresentados trabalhos acadêmicos no campo da prática clinica, desafios do investimento em pesquisa qualitativa e quantitativa, e abordados os novos rumos da carreira no Reino Unido.

Em uma perspectiva geral, a musicoterapia na Inglaterra é formada por profissionais que tem formação em musicoterapia, artes, educação ou psicologia.

Todo musicoterapeuta britânico só pode exercer a profissão se estiver vinculado à Sociedade Britânica de Musicoterapia que é regularizada por um conselho que fiscaliza todos os profissionais de arte terapia.

A prática clínica musicoterápica britânica em sua maior parte é baseada na improvisação musical, advinda do método Nordoff - Robbins. A análise do conteúdo musical é de grande importância já que na maioria das vezes o fazer musical não é investido da utilização de palavras a não ser que o processo se transforme em composição com produção textual.

A formação musical do musicoterapeuta é de suma importância, já que ele precisa ter um bom domínio do instrumento que utiliza pra alcançar os objetivos propostos em uma relação feita só através da música.

Todo musicoterapeuta precisa ter um supervisor que pode ser um outro musicoterapeuta ou um teórico da linha de análise que permeia o trabalho.

A linha teórica é imprescindível para o musicoterapeuta britânico, que precisa ter seu trabalho respaldado e definido com clareza pela linha de análise que escolheu.

Os campos de atuação se concentram na educação especial, recuperação social e patologias sindrômicas às quais os musicoterapeutas apresentam maior atuação.

Por ter um número diversificado de profissionais atuando na área, a musicoterapia no Reino Unido vem apresentando uma pluralidade importante de temas científicos ampliando as discussões em pesquisa, reafirmando o potencial terapêutico da música e gerando crescimento profissional e reconhecimento na sociedade acadêmica.


Michele Simone Sodré
Correspondente Internacional