AMT-RJ
Publicado em 11 de outubro de 2006


HGG utiliza Musicoterapia para tratamento de seqüelas de derrame e no mal de Alzheimer


O poder da música chega até a área de saúde e se torna peça fundamental na recuperação de pacientes. Assim é a musicoterapia, que é desenvolvida na Unidade de Medicina Física e Reabilitação do Hospital Geral de Guarus (HGG). A especialidade auxilia no tratamento de vários problemas, como os distúrbios de linguagem, síndromes genéticas, falta de atenção, hiperatividade, seqüelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), atrasos neuropsicomotores e de fala, além de doenças degenerativas como mal de Parkinson e mal de Alzheimer.

O HGG é um dos pioneiros neste tipo de atendimento, sendo o único na região a disponibilizar a musicoterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente o hospital conta com duas profissionais especializadas em musicoterapia, Ana Christina Santos Mussalem e Andréa Toledo Farnettare, que atendem diariamente crianças e adultos que são divididos de acordo com os problemas de saúde que apresentam.

No caso dos pacientes que compõem os grupos de cognição, desenvolvemos exercícios para estimular a memória e outros sentidos, usando os elementos da música, como sons, ritmos, melodias e harmonias. Participando em equipe, eles se comparam, dão força uns aos outros e apresentam progresso mais rápido, ressalta Andréa.

Integrante de um dos grupos de cognição que participa de sessões de musicoterapia desde 2002, Amaro Silva, sofreu dois Acidentes Vasculares Cerebrais e foi submetido a uma cirurgia para implantação de três pontes de safena. De início os problemas de saúde deixaram seqüelas, que foram vencidas com a participação dele em várias sessões com toda a equipe da Reabilitação. Hoje, Amaro consegue se locomover e falar com lucidez, aos 72 anos. Animado, ele não quer se separar do grupo: "Se depender de mim, não vou ter alta nunca", brinca Amaro.

Unidade de Reabilitação é referência - A coordenadora da Unidade de Medicina Física e Reabilitação do HGG, Kelly Cristina Rangel, ressalta que a unidade é indicada pelo Ministério da Saúde como referência em todo o território nacional para pacientes de alta complexidade. "Atendemos paraplégicos, tetraplégicos, pessoas com traumatismo craniano, vítimas de AVC e outros pacientes com seqüelas graves", explica a médica.

Kelly afirma que o perfil do paciente da Reabilitação do HGG é de alta complexidade, ou seja, ele necessita ser atendido por uma equipe interdisciplinar formada por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais, em média três vezes por semana, além de ser dependente nas chamadas AVDs (Atividades de Vida Diárias).

Com a integração entre a Unidade de Reabilitação e a Secretaria de Saúde será possível cuidar dos pacientes graves, e quando estiverem no quadro considerado moderado, poderemos enviá-los para outros serviços, como a Santa Casa, Projeto Pilar e Centro de Saúde. Com isso, liberaremos novas vagas para outros pacientes graves, conclui Kelly.


Fonte: http://www.hgg.rj.gov.br/noticias/26-01-2005/musicoterapia.html