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Publicado em 23 de novembro de 2006
A FORMAÇÃO MUSICAL NA PRÁTICA DA MUSICOTERAPIA
Mt Lia Rejane Mendes Barcellos
RESUMO
Muito se tem discutido sobre o nível de formação musical necessário ao Musicoterapeuta e grande é, nesse sentido, a preocupação daqueles que têm a responsabilidade da formação desses profissionais. Tema polêmico, tem lugar certo em qualquer congresso que se discuta. sobre Musicoterapia e Musicoterapeuta. No entanto, por falta de subsídios e pelo fato de existirem diferentes linhas de.trabalho, as divergências continuam. Nos paises da Europa onde se dá grande importância à Educação, Musical e onde proliferam métodos específicos para esse fim, a musicoterapia assume, às vezes, um caráter que tende mais a ser uma "educação musical terapêutica". No entanto, entre nós a musicoterapia não assume igual caráter e grande importância é dada à improvisação musical. Mas, para analisar e decodificar a linguagem musical do paciente e.,fundamentar, posteriormente, o que acontece dentro da sessão, é necessário que se entenda e saiba utilizar adequadamente os elementos musicais - instrumento de trabalho do musicoterapeuta.
Poucas são as referências bibliográficas.que temos sobre o assunto. Assim sendo, decidimos partir da nossa experiência como musicoterapeuta e do nossa observação da atuação de estagiários.
A nosso ver não poderemos falar exclusivamente em formação musical necessária ao musicoterapeuta e sim no binômio
Formação musical - Musicalidade.
- será que um musicoterapeuta que tenha uma formação musical sem possuir musicalidade poderá atuar livremente; .numa sessão ? Seguramente podemos responder que não, pois este fica restrito, preso e até dominado pela falta de possibilidades de utilização dos elementos musicais.
- Por outro lado, aquele que possui grande musicalidade, com capacidade de se expressar livremente, estará se utilizando a música com todas as suas possibilidades terapêuticas se não souber, posteriormente, analisar e entender o que foi desenvolvido ? Como estará se desenvolvendo o processo musicoterápico e que contribuição estará sendo dada à musicoterapia?
- A nosso ver o ideal seria que o musicoterapeuta tivesse formação musical e musicalidade. Poderia então se expressar livremente e, ao mesmo tempo, estudar, fundamentar e sistematizar suas experiências.
Resumo de trabalho apresentado na 1a Maratona de Musicoterapia, organizado pela Associação Brasileira de Musicoterapia, no CBM - Rio de Janeiro, 30 de agosto de 1980.
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